Bolsonaristas e petistas levam Kim Kataguiri ao Conselho de Ética após sua participação no Flow podcast

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o PT se uniram, nesta quarta-feira (9), contra o deputado Kim Kataguiri (PODEMOS-SP), em função de sua polêmica participação no programa Flow podcast, onde houve um ferrenho debate sobre a existência de um partido nazista no Brasil. Tanto o parlamentar de extrema direita quanto o partido de extrema esquerda entraram com pedidos para levar Kataguiri ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O líder do MBL (Movimento Brasil Livre), é um dos principais apoiadores da pré-candidatura do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) que vem assustando os dois polos de radicalidade político do Brasil.

No programa estavam presentes também, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e os apresentadores Igor e Monark. Esse último, foi desligado dos estúdios flow após ter dito que “a esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço, na minha opinião. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei”, disse Monark

Kim Kataguiri está sendo criticado por ter dito que “Por mais absurdo, idiota, antidemocrático, bizarro, tosco que [seja o assunto que] o sujeito defenda, isso não deve ser crime. Por quê? Porque a melhor maneira de você reprimir uma ideia antidemocrática, tosca, bizarra, discriminatória, é você dando luz àquela ideia para que aquela ideia seja rechaçada socialmente, e então socialmente rejeitada”, afirmou o parlamentar.

Em seu perfil oficial no Twitter, Eduardo Bolsonaro, antigo aliado de Kataguiri, disse ter protocolado um ofício para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abra processo contra o parlamentar por conta das “declarações feitas no flow.

O Partido dos Trabalhadores (PT) também entrou com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Em ofício, o partido afirma que o deputado havia sido omisso diante a opinião de Monark.