Sem esquerda, MBL e Vem Pra Rua anunciam ato contra Bolsonaro

O Movimento Brasil Livre (MBL), e o Movimento Vem Pra Rua, dois grupos que lideraram as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2015, divulgaram a data do seu primeiro ato em conjunto contra o presidente Jair Bolsonaro.

A divulgação foi feita em pronunciamento no Salão Verde da Câmara. Além do Vem pra rua, e do MBL, estavam presentes representantes do partidos Novo, PSL, e do movimento Livres.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), disse que “considera inaceitáveis as inúmeras traições e sabotagens que o presidente da República tem feito desde sua eleição.”

Ele citou supostos casos de corrupção e o número de mortos da pandemia, entre outros pontos, como motivo para as manifestações, e afirmou que no dia do ato a vacinação estará avançada, tendo em vista que o governo de São Paulo havia anunciado que até o dia 15 de setembro toda a população do estado teria tomado pelo menos a primeira dose, reduzindo assim as chances da proliferação do vírus.

No último sábado (03), manifestantes do PSDB foram agredidos por integrantes do PCO durante a manifestação organizada pela esquerda contra Bolsonaro na Avenida Paulista.

Ficou claro que não tem como unificar com a esquerda. Veja o que houve com os manifestantes do PSDB? Queremos fazer manifestações contra o Bolsonaro, mas sem levantar a bandeira do Lula”, disse ao Estadão/Broadcast o coordenador nacional do MBL, Renato Battista.

As manifestações foram marcadas para o dia 12 de setembro, mas não foi divulgado em quantos estados seriam realizados os atos.